Archive for Julho 19th, 2008
Transferência – Raul Regedor
Raul Regedor, veterano meio-campista da seleção brasileira principal, um dos melhores meias da temporada. Raul acaba de ser transferido para o Corinthians, atual vice-campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil. O jogador era um dos craques do rebaixado Fluminense e foi comprado por 500 mil reais pelo Corinthians.
“Desta vez eu não tive tantas propostas não, diferente das outras. Que eu me lembre agora me procuraram Universo, São Paulo, Palestra e TFC, Horda, além de uns times gringos. Acho que o Bananas tbm… Eu tava querendo ficar no Brasil, então logo eliminei os times gringos. São Paulo e Universo são bons times, os 2 estarão no CB, mas não conheço ninguém desses times, não queria ir pra um lugar desconhecido tbm. O Palestra eu pensei em ir, mas de última hora acabei optando pelos Gambas msm.”, disse Raul, que ainda acrescentou, “eu tava querendo um time mais tradicional, que eu achasse que não brigaria pra permanecer no CB, mas sim pelo título. Corinthians é um dos times mais fortes e tradicionais do FSBR (isso se resume ao FS pq na vida real…).”
“Se trata de um grande jogador e com certeza nos ajudará a conquistar os objetivos da 7ª temporada.”, disse Nilton Nunes, técnico do Corinthians.
Raul deve entrar como substituto do não menos craque português Paulo Vieira, que já está de malas prontas para sair do timão, que ainda procura reforços com o intuito de tapar buracos na zaga, que Atilio Carmona e Edson Tinoco - sim, isso mesmo! Se ao ler esse nome você se surpreendeu, é verdade! O jogador com mais skills do país, após 6 temporadas na mesma equipe, deve deixar o timão – deixarão. Contudo, nada é tão difícil para Nilton Nunes, muito acostumado a repor peças e renovar o time. “Apenas procuro aproveitar as chances que o mercado oferece.”, diz Nilton.
Não é só o Corinthians que mudará seu elenco nessa temporada e nada como acompanhar pela Revista FBF as principais transferências. Especialistas alegam: Será a pré-temporada com o mercado mais movimentado da história do FS-Brasil.
Por Atilio Carmona
É CAMPEÃO!


Banners: Fernandão Conde
1 comment Julho 19, 2008
Fala, Rogério!

Desde a eliminação portuguesa, pouco viu-se Rogério Sagres (Clique aqui para ler mais detalhes sobre o ocorrido em Portugal) se pronunciando no fórum sobre de fato a seleção portuguesa sub-18. Mas agora, você pode conferir um pouco mais do que ele tem a dizer! Veja o que disse Sagres para a Revista FBF:
1) A pressão da comunidade portuguesa atrapalhou-o no planejamento?
Não. Lido bem com a pressão tenho consciencia do que está correcto e do que está errado. Se eles tiverem razão dou razão se não tiverem tento explicar.
Tentava ! ![]()
2) Como se sentiu ao ver tantas críticas pesadas após a eliminação de Portugal?
Quem me critica é estúpido e não percebe nada de Footstar. Fiz o que podia juntamente com o Aníbal Urbano e o Tiago Borges!
É fácil analisar os jogos dos Sub-18 e confirmar que não foi culpa minha, mas todos me culpam.
Até há quem nunca tenha acompanhado os Sub-18 e mesmo assim conseguir afirmar que sou incompetente!
3) O que gostaria de comentar sobre a temporada da selecção portuguesa sub-18?
Jogadores Fracos. Poucas skills, mal distribuídas, desinteressados, com a mania que só eles é que sabem!
Errei em não castigar os jogadores desinteressados! Convocava na mesma pois não havia mais! Posso dizer que houve 3 ou 4 Jogos que so existiam 4 Jogadores com mais de 15 a Remate.
4) Algo mais a comentar?
Se houve alguém que ficou desiludido e triste fui eu e a minha equipa técnica! Nos trabalhamos e dedicamo-nos muito. Quase ninguém reconhece isso!
Resta me desejar melhor sorte ao novo seleccionador (Têm 11 Jogadores no TOP 20 Skills, Nestes onze mais de metade com as skills bem distribuídas!
Fico a espera de um novo desafio como seleccionador quem sabe ainda vou treinar o Brasil ![]()
Obg, um abc!
Por Atilio Carmona
2 comments Julho 19, 2008
Entrevista – James Elvas

Um nome: “Marcelo Teófilo, impressionante o trabalho com o Palestra.”
Uma cor: “Branco, tem um pessoal precisando aprender a relaxar, se divertir, jogar o jogo e parar de querer levar vantagens de forma desonesta, ou querer atrapalhar/prejudicar a diversão dos outros.”
Um ídolo: “Anselmo Regedor, muito esforçado e maduro, grande trabalho na staff brasileira e na seleção.”
Uma frase: “Lok’tar Ogar!”
James Elvas é veterano, criou a Horda no fim da primeira temporada. Era um dos usuários mais populares do jogo, até tornar-se Moderador (MOD) e, posteriormente, Super Moderador (SM). Muito questionado e criticado por uma enorme parte não somente da comunidade brasileira como também portuguesa, James faz revelações exclusivas nessa, que é a maior entrevista feita pela Revista FBF até aqui. Não esqueça de dar uma lida nos parágrafos em negrito, que lembram de alguns fatos já ocorridos. No mais, boa leitura!
Repórteres: Fernandão Conde (FC) e Atilio Carmona (AC).
Convidado: James Elvas (JE).
AC: Oi, James! Acho interessante começarmos conversando sobre o início. Mas então, como foi seu início no Footstar? Como descobriu o jogo?
JE: Eu não lembro mais onde eu vi o link do Footstar! Pode ter sido em qualquer dos trocentos jogos online em que eu já participei, ou mesmo numa busca descompromissada na Internet. Já faz muito tempo e não me recordo… Mas como a maioria, gostei da proposta do jogo, criei as planilhas que gosto de criar e me envolvi com o negócio.
No fim da primeira temporada resolvi criar meu time, após uma temporada feliz no Chicago, do meu amigo Jaime Kumar. Eu já dava uns pitacos na formação lá, e resolvi arriscar e assumir as funções de técnico. Nunca me arrependi – a Horda é a minha realização no FS, os caras que estão lá são o meu maior impulso e animação pra me logar todos os dias.
FC: Em algum momento, se sentiu desmotivado com o jogo? Se sim, o que levou a isso?
JE: Alguns aspectos do jogo sempre foram cansativos, como obviamente o sistema de interação, que está sendo revisto – que acaba se compensando por outros vários aspectos interessantes, como análise de táticas e atributos. Creio que gosto muito dos diversos aspectos do jogo pra me deixar desmotivar pelos defeitinhos – acho que eles estão muito aquém de todo o potencial desse software.
AC: O fórum de um jogo certamente ajuda bastante nessa motivação que você acaba de citar. Lá, podemos encontrar diversos usuários comentando. Poderia comentar sobre alguns deles?
JE: Alguns usuários em especial são mais inteligentes ou possuem um humor mais refinado – os exemplos que me vêm a cabeça são o Bolivar Machado e o Umberto Caio. Mas tem horas em que eu acho as coisas daquele clássico tópico MSN engraçadas – algumas coisas do Jhonny, Marcão, Elton e tal, embora tenha horas em que aquilo se transforme numa conversa cansativa de auto-afirmação ou brincadeiras repetitivas com sexualidade e tal. Já da parte chata, tem uns usuários que são meio malas mesmo, hehehe. O Laerte já teve uma fase horrível, o Pedrinho (que mudou de nome agora), ou então uns caras meio “de lua” ou vingativos como o Ubaldino/Romerito.
AC: “Vingativos” é ótimo :P Para que essas pessoas se mantenham no jogo, normalmente é necessário que haja um bom Motor de Jogo (MJ). Os ADMs já anunciaram o lançamento de um novo MJ para a próxima temporada. O que você espera desse novo MJ?
JE: Eu adorei o novo desenho respeitando mais as leis da física. Como usuário eu torço muito pra que os atributos mais marginalizados ganhem espaço e ajudem a equilibrar mais certas equações, mas como programador eu acabo sendo um pouco mais realista e não alimento muitas expectativas nesse sentido. No entanto, sei que será definitivamente um avanço positivo e sei que irá criar várias novas opções criativas – eu sinceramente espero que a gente consiga bolar novos nós táticos, criar possibilidades para os times menos privilegiados surpreender e aumentar muito o equilíbrio dos campeonatos.
AC: Comente um pouco sobre a sua trajetória no Footstar, desde a primeira temporada até aqui.
JE: Eu atuei a primeira temporada “inteira”, basicamente, no Chicago da Major League Soccer. Embora eu sempre quisesse assumir a função de meia ofensivo, do meu ídolo no meio do futebol, as primeiras versões do motor não tornavam isso possível – e me dediquei mais a parte de atacante. Ao final dessa primeira etapa eu assumi as funções de técnico, e isso mudou completamente minha visão do jogo – nasceram as necessidades de lidar com o psicológico do pessoal na minha equipe, colocar esse grupo de amigos num eixo organizacional e lutar pra crescer e disputar títulos.
Meu jogador “cresceu” junto com o time, e acabamos felizmente conquistando uma história emocionante e cheia de episódios de arrepiar. O título da copa é obviamente nosso motivo maior de sorriso, mas a forma como vários jogadores se dedicaram ao clube desde o início é o que realmente torna isso possível e impressionante. É difícil até listar nomes – vários já saíram e voltaram pro clube, nós realmente temos uma república e a relação de confiança nos permite brincar com o ir e vir e ter sempre o “porto seguro” disponível.
Nosso time já caiu de divisão e subiu de novo, já perdeu muito e ganhou muito, e acho que com isso amadurecemos esse grupo e consolidamos uma posição divertida, cheia de desafios e entretenimento. Com a vida dos novos motores, pude finalmente me dedicar a posição que desejava e, com a entrada das seleções, pude alcançar a realização profissional de ver o avatar defendendo a camisa de meu país na posição que eu sempre quis.
Paralelo a isso tudo, acumulei as responsabilidades de moderador, e posteriormente de super-moderador, as quais eu me esforço pra exercer com responsabilidade e frieza – infelizmente para mim, isso acaba me colocando numa posição não muito popular. Mas novamente… Acredito que isso já estava escrito na embalagem, não estou num concurso de popularidade e tenho de me ater ao que os desenvolvedores me confiaram a fazer, não importando as dores que cause a mim ou ao meu time.
Aliás, gostaria de agradecer a eles pelo apoio e por compreender que o técnico deles, infelizmente, tem de exercer uma função que atrai naturalmente inimizade dos mal-intencionados ou mal-informados.

AC: Sobre essa questão que você acabou de citar, quais atitudes, no caso, dos supostos mal intencionados, te irritam?
JE: Talvez eu tenha me expressado mal, mas as atitudes dos mal-intencionados não me irrita. Na verdade, causa é tristeza ver o pessoal querendo abusar do sistema do jogo em benefício próprio, querer distorcer as regras ou, pior, querer influenciar as pessoas que nada sabem – mas acreditam nas amizades – em assuntos os quais elas não estão propriamente informadas. Desonestidade, falta de moral ou ética não me irritam, apenas entristecem. E algumas vezes surpreendem, e outras – tantas – decepcionam.
Novamente, no entanto, acho que é parte do pacote. Quem quer que assuma essas responsabilidades, como eu e demais membros da administração, tem de estar ciente e preparado pra tomar decisões por vezes fortes e assumir o turbilhão que vem associado a elas.
AC:Poderia exemplificar essas atitudes que, pelo que você disse ainda há pouco, te entristecem?
JE: Hmmm… Por exemplo, um clássico. É aquele cara que você sabe que é inofensivo, típico “ladrão-de-galinhas”. É um cara legal, participativo, mas num rompante qualquer vai e se loga na conta de um irmão ou amigo . Eu diria que dá quase um aperto no coração quando você vê que é um desses casos. Não dá pra relaxar em alguns casos… É simplório, é óbvio, e infelizmente é contra as regras. Você se sente triste tendo que punir esse rapaz, porque você sabe que depois do primeiro puxão de orelha as coisas não vão ser como antes pra ele e a própria diversão dele – e amigos do mesmo – se tornará diferente, mas não há o que fazer.
A maioria dos casos obviamente não é de gente “inofensiva” – quisera eu a maioria fosse desses caras que só tentaram dar uma de malandro rapidinho… Esses acabam deixando um rastro acintoso. Eu diria que esse é um exemplo claro dos que te entristecem. E depois vem o cara, ou um amigo, entrar no MSN ou FS-Mail pra pedir pra aliviar e tal, mas é barra… O único atenuante é que a primeira vez é mais relaxado. Não gostaria de citar nenhum nome só pra não envergonhar o envolvido, acho que já dói o suficiente ser punido (e a maioria dos “ladrões-de-galinha” prefere ficar no anonimato, e – ainda bem! – a maioria não volta a repetir a cagada).
* Lucas Paredes, no momento em que foi banido, alegou ter entrado em sua conta através do computador de um parente, que também jogava Footstar.
FC: Ainda sobre o trabalho de SM, como se dá a interação com os ADM’s? Existe uma padronização predefinida para todos os SMs?
JE: Eu já havia exercido funções administrativas, como moderador e “GM”, em outros jogos online similares – mas nunca tinha tido tanta proximidade com os desenvolvedores como no Footstar. Embora eles obviamente sejam super-atarefados, muito ocupados, nós possuímos uma série de canais pra nos comunicarmos – seja um fórum para tal, um site exclusivo e mesmo fácil acesso via MSN. Em paralelo, a dinâmica com os demais SMs é muito legal.
Nós cruzamos as necessidades e decisões freqüentemente, estamos sempre traduzindo e votando idéias, sugestões e críticas dos fóruns de países, e creio que com isso a gente cria um esquema de decisões quase parlamentar. Obviamente a decisão final é dos desenvolvedores, mas esses caras são muito, muito gente fina. Eles realmente se deixam aproximar, tentam se envolver e entender os problemas, e agem com rigor.
Nosso trabalho administrativo acaba ficando mais confortável, porque tendo nossas ações logadas e revisadas – e muitas ponderadas e rediscutidas – acaba aperfeiçoando nosso próprio poder de julgamento. Complementando, eles se preocuparam em criar não apenas o jogo em si, mas toda uma série de ferramentas de gerenciamento que eu nunca vi igual – seja para caçar cheaters, seja para aprovar usuários, várias outras funções. Muito detalhado, muita preocupação com os minimalismos, legal mesmo.

FC: Todos podem errar, e sob pressão essa possibilidade é maior. Você acredita já ter errado em algum momento na função de SM?
JE: Já, já sim. Felizmente o esquema do Footstar facilita as decisões serem revistas por outros administradores antes de serem efetuadas. Esse é um lado muito legal do FS, essa sensação de que há toda uma equipe te apoiando e ajudando a revisar suas decisões.
Por exemplo, há um caso mais antigo de um usuário que, revoltado com um banimento de fórum, resolveu insistir em reclamações seguidas via blog. Eu comentei com os demais administradores questionando se haveria possibilidade de bloqueá-lo apenas nos blogs, mas eles refutaram minha idéia por acharem que o rapaz simplesmente não teria como se comportar de forma adequada para continuar no jogo, e bloquearam a conta do mesmo.
Em suma, às vezes você tenta segurar a onda, mas é necessário ser um pouco mais drástico, assumir a decisão e colocar pra fora mesmo. Eu acabei entendendo isso e concordei com a decisão dos demais – certas pessoas, infelizmente, são simplesmente nocivas, e acredito que é para um bem maior simplesmente removê-las desse grupo social.
* Lineu Saldanha – que atualmente já está sob o comando de outra pessoa – foi banido por conta de reclamações seguidas via blog.
AC: Ainda sobre essa questão, você já errou no sentido em exagerar no “castigo” de alguém?
JE: Eu acho que já. Houve uma época nos fóruns em que tivemos que apertar mais – isso foi logo depois do fim da conturbada fase da moderação anterior, que infelizmente (a vida pessoal é prioridade, né?) se tornou sem tempo. Era uma época de caos nos fóruns, e assumimos com uma mão um pouco pesada demais. Hoje em dia a moderação já é bem mais suave, mas naquela época “descontrolada” algumas ações acabaram soando mais fortes do que eu desejaria. Lembro-me de alguns casos em que puni por spam usuários que repetiam o mesmo post exato em dois diferentes tópicos, e acho que isso hoje em dia seria exagerado. Acho que aprendi a deixar o fórum rolar um pouco mais leve, e acho que o próprio pessoal acabou se conscientizando.
AC: Há algumas temporadas, usuários conhecidos do jogo – jogadores do Rio Branco – foram banidos, e isso causou grande transtorno em grande parte da comunidade – inclusive, o FSBR parece ter terminado por conta desses banimentos. Algum comentário sobre essa situação?
JE: O caso dos jogadores do Rio Branco foi bastante sério, e rolou por vários meses no fórum administrativo até a decisão final ser tomada. Era uma situação parecida com a que aconteceu em outro país, e acabamos por seguir o mesmo padrão – e estamos felizes com o resultado. Em qualquer grupo social, há os chamados “ladrões-de-galinha” (que eu já falei anteriormente, hehehe) e há aqueles que são realmente as ervas daninhas.
Não houve, como suposto, nenhum dossiê ou algo assim. Os casos foram se acumulando, os membros da administração opinando e levantando dados e fatos, até culminarmos com a “decisão final”. A se comentar sobre isso, só o fato de que esse grupo banido jamais se declarou inocente, por qualquer das vias em que divulgaram seu descontentamento – eles reclamavam de quem os havia punido, de como os havia punido, de quando os havia punido, mas nunca do PORQUE de terem sido banidos.
Em seus devaneios, criaram essa história fantasiosa da existência de um dossiê montado pra aparecer na hora certa, mas nunca contestaram os fatos de que estariam, de fato, transgredindo as regras. Nunca negaram que estavam, sim, agindo de forma desonesta, mal-intencionada ou sem caráter. Eu não gosto muito de falar sobre isso porque acredito que possa estimular novos punidos a se policiarem pra defender a própria (suposta) inocência (ainda que não sejam inocentes), mas acredito que nesse instante eu posso clarear um pouco os fatos.

AC: O que tem a comentar sobre os apelidos – Marco Aurélio Cunha e Jamile Elvira – que recebeu nos últimos tempos?
JE: Hahahaha o primeiro é criativo. Eu não conhecia o Marco Aurélio Cunha e acabei não gostando de ter essa semelhança física com esse cara, mas paciência! Hehehehe. Sobre Jamile Elvira eu acho mais adolescente, mas todo tipo de humor tem espaço, no fim das contas.
AC: De qual apelido você mais gosta?
JE: Sei lá! Acho que qualquer um, hehehe. Acredito que ainda possam aparecer outros com muito mais potencial criativo, eu escolhi um nome cômico! Quando vi esse nome lá nas opções não tive nenhuma dúvida de que seria divertido e daria espaço pra milhões de maluquices.
FC: Comente sua passagem pela S18, melhores e piores momentos, jogadores que se destacaram sobre seu comando na seleção Brasileira e sobre o trabalho dos assistentes técnicos.
JE: Eu adorei a passagem pela sub-18! Os resultados na primeira temporada foram surpreendentes, mas esse período de aprendizado foi muito, muito legal. Conseguimos criar bases a longo prazo, criamos projetos de apoio, encaminhamos os jovens brasileirinhos e me sinto com o dever cumprido. Os assistentes foram simplesmente primordiais pra nosso desempenho – esforçaram-se demais, escalaram o time em alguns jogos, me ajudaram a encontrar novos talentos, exploravam planilhas até altas horas, enfim – foi uma luta em equipe, muito recompensadora! O rodízio da seleção é necessário, e saímos agora no fim dessa segunda temporada de sub-18. Deixamos a seleção em 3o. lugar no ranking mundial, com vários prospectos e definitivamente um ótimo futuro. Temos grandes técnicos no Brasil e as próximas temporadas prometem muito!
A cobrança em cima é barra pesada, mas acho que quem quer que assuma agora, vai pegar um pouco mais de relax, o que vai ajudar o trabalho a render mais. Mas esteja preparado quem for: há muita gente torcendo contra, e outros dizendo que uma seleção em terceiro lugar mundial, com uma das melhores médias de eficiência do mundo e alguns dos artilheiros de todos os tempos após perder dois jogos num grupo dificílimo, é uma seleção indo mal… Ficamos na torcida. BRASIL!
FC: Muitos consideram Brasil X Argentina, durante a copa do mundo S18 como um dos jogos mais fantásticos de todo o FS. Na sua opinião, qual foi o jogo mais marcante à frente da seleção?

JE: Brasil e Argentina foi realmente fantástico. Emocionante. Quem acompanhou ao vivo vibrou, chorou e vibrou a cada minuto e acho difícil que o Footstar tenha alguma partida similar. Nossa partida contra a Inglaterra também foi muito divertida.
Os dois jogos tiveram viradas. Eu lembro no jogo contra a Argentina vindo gente no meu MSN dizer que “já era”, já tava perdido. Eu respondia que ainda há tempo, porque eu sentia que algo diferente estava acontecendo naquele jogo. Até no fórum administrativo o SM argentino acompanhava apreensivo. Enfim… Uma partida pra ser analisada e reanalisada, e um verdadeiro brinde/prêmio para os desenvolvedores que permitiram esse momento mágico acontecer. Se vocês não viram Brasil e Argentina sub-18 na temporada passada… Simplesmente vejam. Só esse jogo já vale Fan-FS silver por dois anos.
FC: Você concordou com a forma como foi gerenciada a sua saída da S18? Baseado no trabalho feito na primeira temporada acredita que merecia continuar?
JE: Acredito que a forma com a qual isso foi tratada foi inadequada e de certa forma desrespeitosa, ainda mais após termos acordado em três temporadas, desde o início da gestão. Mas a renovação é benéfica, então pra que me estressar? Acho que o Brasil lucra mais com renovação nas suas categorias de base mesmo.
Obviamente uma conversa comigo antes da divulgação seria mais apropriada, mas a federação precisava do marketing, e julgou que era a decisão mais acertada. Eu respeito a decisão dos mesmo, lamento a decepção de meus assistentes mas continuo disposto a ajudar o Brasil como for – e venho continuando fazendo.
Nosso projeto de lidar com os jovens brasileirinhos que entram no jogo continua, e eu continuo – como continuarei – publicando os IDs fresquinhos das contas que eu for aprovando… Torço muito pro Brasil, e considerando a quantidade de gente com qualidade para organizar os meninos, acredito que teremos novos resultados brilhantes pela frente.
FC: Então você acha que o principal motivo da sua saída, está relacionado ao marketing?
JE: Acredito que a federação precisa se preservar, e julgou que muita gente torcia contra e atrapalhava a jovem seleção sub-18 simplesmente por ser eu a estar na cabeça da mesma, e talvez o pensamento esteja correto. Não vou julgar certo e errado. Novamente, de encontro a essa situação, a renovação das camadas sub-18 e sub-21 das seleções é, na minha opinião, benéfica, então porque eu acharia isso ruim?
Pelo contrário. Lembro-me que no fim da primeira temporada no comando da seleção eu aguardava pela troca de comando, quando fui comunicado pela federação dos planos de manter a sub-18 e sub-21 por três anos sob o mesmo comando, mesmo após o fracasso da sub-21 na última copa. Eu achei a idéia interessante e resolvi seguir. A mudança de planos no meio do caminho não me surpreende ou chateia,mas como eu já disse poderia ter sido conduzida de forma mais adequada.
Apenas para adicionar algo ao pensamento aqui: o Nilton vem fazendo um excelente trabalho e a eliminação precoce na primeira temporada foi uma fatalidade. Longe de mim criticar uma equipe tão esforçada – na minha sincera opinião, faltou apenas sorte, já que a geração sub-21 da temporada passada era simplesmente brilhante.
Voltando ao assunto sub-18, vi os nomes votados no fórum e estou muito feliz com os resultados. Universo e Bananas são equipes vencedoras que merecem compartilhar seus técnicos com o Brasil! Estará em muito boas mãos.
FC: Com relação aos “Farms”, você acredita que eles sejam a única solução para criar seleções mais fortes? Ou um clube pode manter um treino de bom nível juntamente com um elenco competitivo?
JE: Eu não gosto de “farms” pessoalmente e acho que deveriam ser desestimulados, mas da forma como o FS está atualmente, o Brasil precisa se equiparar aos principais países do mundo, e não vejo muita solução fugindo da “criação de gado”, hehehe. Antes da criação dos “farms” brasileiros houve uma longa discussão no fórum administrativo mas ficou claro que os “farms” são indesejáveis mas legais. No futuro, é de se esperar que algumas medidas busquem forçar o fim dessas equipes ou pelo menos mitigar as vantagens do treino orientado. Cabe aqui uma ressalva: alguns clubes portugueses, como o FCUP, tem conseguido resultados literalmente mágicos e ainda se manter competitivos.
A razão é principalmente uma imensa inteligência matemática, e tivéssemos esse potencial no Brasil, eu acredito que poderíamos estar ainda mais competitivos. Atualmente a seleção brasileira principal é a líder mundial por uma junção do talento da equipe técnica do Danilo com um comprometimento “além das vãs linhas de código”. É como se o pessoal assumisse o seu lugar como jogador do país do futebol e, contrariando os números, atributos e estatísticas, tirasse da pedra resultados inimagináveis, nunca visto em outros jogos online. O que vem acontecendo com o Brasil FS é simplesmente único e me orgulho muito de fazer parte dessa comunidade.
AC: Vamos acabando por aqui. Muito obrigado pela entrevista, James! Gostaria de comentar algo mais?

JE: Sim. Estamos com umas idéias para o Brasil de tentar mudar ou flexibilizar um pouco algumas das premissas do Footstar. São idéias já conversadas com a administração, que em breve eu vou tentar colocar em prática nos fóruns nacionais pra gente ver como vai. Basicamente referem-se a forma como podemos tratar os casos, como punições, onde a maioria dos usuários acaba sem entender exatamente o que aconteceu e, com isso, acaba tirando conclusões baseando-se em depoimentos sem muita credibilidade.
Eu acredito que possamos tentar criar um canal pra expor e explicar algumas das ações administrativas pro pessoal, pra tirar essa sensação de escuro. Obviamente sem expor ninguém, não quero que os usuários punidos sejam apedrejados ou taxados pela comunidade, mas pelo menos pra sanar um pouco da curiosidade mesmo e talvez até estimular pra que o pessoal ajude a investigar e denunciar suas suspeitas. Eu ainda estou fechando o planejamento com o Anselmo e devemos divulgar algo em breve. Esse canal poderia ser usado também pro pessoal dar sugestões, tirar dúvidas ou mesmo ponderar algumas das regras que acreditem ser exageradas demais.
É fato que diferentes países possuem diferentes culturas, e precisamos que o Brasil seja administrado da forma como sua rica cultura sugere. Nós temos feito um esforço pra alcançar isso e o Anselmo é simplesmente uma pepita de ouro no meio da serra, que tem dado aos fóruns uma qualidade invejável. Com o aumento da participação da comunidade, é possível que consigamos melhorar isso ainda mais.
Aproveitando, eu sei que tem aquele pessoal sempre negativista, que sempre acha que tá tudo ruim ou tudo errado. Esses a gente não vai conseguir satisfazer nunca, hehehehe. Mas dando alguns dados pra galera, o Brasil é um dos maiores países do Footstar, com um dos fóruns mais ativos do mundo, e ao mesmo tempo um dos países mais pacíficos e proporcionalmente com muito menos punições ou intervenções da administração.
Eu sei que algumas pessoas vão odiar que isso seja fato, mas é. O Brasil possui um fórum que não é uma coleção de besteirol e brigas – como alguns países do mundo – e ainda assim é um dos maiores do mundo. Pra aqueles que agora podem estar odiando que isso seja assim, o fato é que as pessoas que aqui estão, nessa comunidade, construiram isso.
Há muito espaço pra melhora em todos os sentidos – inclusive administrativamente – mas nós já somos de longe uma comunidade feliz de sucesso, e vamos crescer muito, e muito mais. Sem precisar dos mau-caráters, sem precisar das ervas-daninhas, sem precisar de desonestidade ou amoralidade.
Por Atilio Carmona e Fernandão Conde
Imagens: Fernandão Conde
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