Temporada 6 – A divisora de águas do FS-Brasil?
Julho 21, 2008
A Zebra fez a festa durante essa temporada, mas no final, não conseguiu protagonizá-la!

O que dizer da sexta temporada do FS-Brasil? Como analisar essa temporada? “Medalhões das primeiras semanas” perderam forças; Apolo Mesquita foi banido e, consequentemente, outro time do OFF acabou-se. TEC e São Paulo foram surpreendidos na Copa do Brasil pelo mesmo time que caiu para a terceira divisão. Brasil e Portugal não se classificaram para a Copa do Mundo sub-18. Corinthians e TEC mais uma vez protagonizaram a temporada. Usuários conhecidos se desanimaram com o jogo. Mas então, foi uma temporada decisiva para o FS-Brasil?
Foi, foi sim. Embora não possa ser considerada marcante, a temporada 6 foi uma ponte entre duas fases do Footstar Brasil. A fase do equilíbrio entre os times, da desvalorização dos mais velhos e da maior facilidade em gerir um time chegou. Pode-se dizer que, não-oficialmente, o Footstar, a partir do final dessa temporada, esteja enfim saíndo de sua fase inicial, sua “fase Beta”.
O mercado, por exemplo, não se resume mais a venda de 2 ou 3 jogadores, mas de vários. O mercado enfim está digno de um jogo manager de verdade. Mas por que isso está ocorrendo, se o número de jogadores brasileiros praticamente não aumentou? Simples, bem simples. O fato de haver maior equilíbrio entre as equipes – o que é proveninente da queda dos medalhões das primeiras semanas – proporciona um amplo leque de opções aos jogadores. Antes, somente 2 ou 3 times faziam parte dos interesses da imensa maioria dos jogadores mais valorizados do jogo. Hoje, todavia, não é difícil citar no mínimo meia dúzia de times que estejam nos interesses dos melhores jogadores. Por que isso ocorreu? Novamente, pelo fato de os jogadores estarem mais equilibrados – o que gera um número maior de “jogadores tops” -, que é a causa de os times estarem mais equilibrados, o que proporciona maior interesse dos próprios jogadores mais velhos por esses times.
“Ufa”! Quanta causa e consequência, não?! Pois é! É para se ter uma idéia do quanto os fatores estão ligados uns aos outros. Destarte, quanto ao desânimo de alguns jogadores, não há tanta ligação assim. Esse desânimo possui basicamente duas causas: O banimento de Apolo Mesquita e o desgaste do Motor de Jogo. A última, porém, já não será mais problema na temporada 7, já que o Motor de Jogo está sendo renovado e a estrutura das ligas melhorou bastante. O segundo, infelizmente, não é tão simples assim, pelo fato de ser consequência da impopulariade de James Elvas. Será que essa impopularidade aumentará na temporada 7?
Quanto aos times, vimos várias surpresas. O Galo superou equipes como BAR e fez jogos equilibrdos contra o Bananas, mas acabou decaíndo e perdeu fôledo no final da temporada. O mesmo aliás, ocorreu com o Cricúma, que após fazer jogos equilibrados contra Fumbica e Demolishers, derrubar São Paulo e TEC da Copa do Brasil, acabou rebaixado para a terceira divisão. Vimos Bananas – vice da Copa do Brasil, derrotado nos pênaltis para o Corinthians – e Palestra – caiu na semifinal contra o Corinthians, na prorrogação – fazendo temporadas incríveis, só nos dando uma prévia do quão fortes seriam na temporada 7. Seriam? Sim, seriam, pois o Motor de Jogo mudou, e agora, não há como fazer prévias tão objetivas sobre o que esperar de cada equipe.

O Campeonato Brasileiro, embora tenha tido 2 times “bots”, foi eletrizante, equilibrado do início ao fim. Fluminense e TFC, embora rebaixados, lutaram até o fim e não fizeram feio. Contudo, dois precisam cair, foram eles.
Ao observar os campeões – TEC e Corinthians – das duas principais competições nacionais – Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil – temos a impressão de que a temporada não tenha saído do normal. No entanto, essa é a visão de quem não se esforça para ver a verdade, que casa-se perfeitamente com a expressão “Divisor de águas”.
Por Atilio Carmona
Nota: Você pode acompanhar um resumo completo dessa temporada, acessando a página “Arquivo FBF”.
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